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Projetos Temáticos - Projetos Temáticos

Projetos Temáticos

 

[01] Decodificar aspectos da biologia celular e molecular do Plasmodium como uma ferramenta para desenvolver novos antimaláricos

Resumo

A malária é umas das principais doenças infecciosas que aflige a humanidade. Os estudos da última década apontam que patógenos desenvolveram sofisticadas redes de sinalização celular que permitem tanto a comunicação célula-célula quanto mecanismos para detectar o ambiente extracelular. Neste sentido, acredita-se que os parasitas desenvolveram sistemas para resistir a grandes alterações nos diferentes microambientes, aos quais são expostos ao longo de seu ciclo de vida. Desta forma, em adição à uma biologia complexa, com estágios sexuais e assexuais de desenvolvimento, o parasita da malária é exposto a microambientes distintos dentro do ciclo do vetor, bem como durante seu desenvolvimento dentro de um vertebrado. O objetivo geral deste projeto é entender como o parasita detecta a sinalização de seu meio, quais são os componentes moleculares envolvidos na transdução desta sinalização. Reportamos recentemente que a sinalização purinérgica poderia estar envolvida na percepção do TNF por P. falciparum. Pretendemos dissecar o envolvimento da sinalização de purinas no ciclo de P. falciparum, revelando assim qual é a participação de um receptor P2X7 na sinalização do TNF. Utilizaremos parasitas transgênicos PfGCaMP3, bem como outras ferramentas moleculares e celulares para entender as vias de sinalização no parasita da malária com o objetivo de romper esta sinalização. (AU)

 

[02] Geração e análise da imunogenicidade de proteínas recombinantes baseadas nas diferentes formas alélicas do antígeno circumsporozoíta de Plasmodium vivax visando o desenvolvimento de uma vacina universal contra malária

Processo: 12/13032-5 - FAPESP
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável: Irene da Silva Soares
Beneficiário: Irene da Silva Soares
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais: Irene da Silva Soares
Pesq. associados: Daniel Youssef Bargieri ; Eduardo Lani Volpe da Silveira ; Hildegund C.J. Ertl ; Karina Ramalho Bortoluci ; Luis Carlos de Souza Ferreira ; RUTH NUSSENZWEIG ; Victor Nussenzweig
Assunto(s): VacinasDesenvolvimento de vacinasPlasmodium vivaxMaláriaProteínas recombinantesRNA
Resumo

O P. vivax é a segunda mais prevalente espécie causadora de malária no mundo. Dados recentes estimam que ocorra de 132-391 milhões de casos anualmente. A relativa ineficiência das medidas de controle atualmente empregadas exige o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção, como vacinas, novas drogas e novos inseticidas. Estudos feitos nos últimos 15 anos para o desenvolvimento de uma vacina recombinante contra a infecção humana causada pelo Plasmodium falciparum foram feitos baseados no antígeno da proteína do circumsporozoíta (CS). Em trabalho recentemente publicado, testes clínicos de fase III realizado com crianças africanas relatou uma eficácia de cerca de 50%. Fundamentado nos estudos feitos em P. falciparum, foi o objetivo do nosso projeto temático anterior a geração de proteínas e adenovirus recombinantes baseados nas sequências primárias das diferentes formas alélicas da proteína CS de P. vivax. Estas proteínas e adenovirus foram utilizados com sucesso em protocolos de prime-boost heterólogo (adenovirus/proteína recombinante) em modelos experimentais de camundongos sendo capazes de induzir imunidade contra as três formas alélicas da proteína CS de P. vivax. Estes recombinantes e o respectivo protocolo de vacinação foram objeto de um pedido de patente do nosso grupo recentemente submetido ao United States Patent and Trademark Office ("Plasmodium vivax vaccine compositions 27522-0201WO1"). No presente projeto, será nosso objetivo global dar continuidade aos nossos estudos para o desenvolvimento de uma vacina universal contra o P. vivax. Produziremos novas proteínas recombinantes e utilizaremos para produção em condições cGMP de antígenos. Estes antígenos/adenovírus recombinantes serão analisados na sua toxicidade e imunogenicidade para sua posterior utilização em testes clínicos de fase I. (AU)

 

 

[03] Caracterização genômica, epigenômica e farmacogenômica de portadores de hipercolesterolemia familial na população brasileira

Processo: 16/12899-6 - FAPESP 
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de março de 2018 - 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento: Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável: Mario Hiroyuki Hirata
Beneficiário: Mario Hiroyuki Hirata
Instituição-sede: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Fundação Adib Jatene (FAJ). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais: Dorotéia Rossi Silva Souza ; Patricia Moriel
Pesq. associados: Alexandre da Costa Pereira ; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; André Arpad Faludi ; André Ducati Luchessi ; Andrei Carvalho Sposito ; Augusto Ducati Luchessi ; Emilio Hideyuki Moriguchi ; Marcelo Chiara Bertolami ; Renata Gorjao ; Rosario Dominguez Crespo Hirata ; Tania Cristina Pithon Curi ; Vivian Nogueira Silbiger
Assunto(s): EpigenômicaAnálise funcionalBiologia molecularFarmacologiaGenômicaHipercolesterolemiaAnálise de sequência de DNA
Resumo

A hipercolesterolemia familial (HF) é uma doença autossômica dominante com bases genéticas ainda não totalmente esclarecidas. O presente estudo propõe a análise genômica, epigenômica e farmacogenômica de portadores de HF monogênica e poligênica. Serão recrutados pacientes com HF diagnosticada fenotipicamente, em seis centros de pesquisa de diferentes regiões do Brasil. Os métodos utilizados incluem: (i) ultrassequenciamento dos principais genes relacionados à HF e outras dislipidemias primárias utilizando o equipamento MiSeq (Illumina); (ii) análise funcional de novas variantes nos genes LDLR, APOB e PCSK9 por citometria de fluxo, com estudo de interação com receptores de LDL em linfócitos primários e com estudo de mutagênese dirigida utilizando CRISPR/Cas9 em células HepG2 e HUVEC; (iii) perfil de expressão diferencial de miRNAs circulantes em amostras de plasma por PCR array; (iv) perfil de metilação dos genes LDLR, APOB e PCSK9 em leucócitos por pirossequenciamento; (v) análise farmacogenômica incluindo genes envolvidos no metabolismo e na resposta a hipolipemiantes. As análises de bioinformática serão realizadas utilizando-se os programas MiSeq Reporter e CLC Genomic Workbench. Este estudo é pioneiro no país e a sua realização na população brasileira, altamente miscigenada, é inovadora e desafiadora. Os resultados deste estudo visam contribuir para o conhecimento das bases moleculares da HF, fornecer elementos para direcionamento no diagnóstico genético e na terapia personalizada de pacientes afetados, e possibilitar a criação de um banco nacional de dados genômicos que auxilie na orientação da conduta diagnóstica molecular para pacientes com fenótipo HF e seus familiares. Contribuirá para a formação de recursos humanos, consolidação da pesquisa e integração das instituições envolvidas. (AU)

 

 

[04] Bases celulares da resposta imune na cromoblastomicose e esporotricose: implicações para terapia vacinal

Resumo

Nas últimas décadas, observou-se um aumento na incidência de infecções fúngicas. Isso ocorreu, em virtude, principalmente de intervenções médicas invasivas, longos períodos de hospitalização e aumento do número de pacientes imunocomprometidos, devido a doenças infecciosas tais como HIV, ou tratamentos, que induzam imunodeficiência, tais como imunossupressores e medicamentos utilizados no tratamento de câncer. Nesse contexto, os fungos causadores de micoses subcutâneas, como o Fonseacaea pedrosoi e Sporothrix brasiliensis vêm ganhando destacada importância clínica devido ao seu caráter refratário às abordagens terapêuticas atuais e ao acometimento de imunossuprimidos, nos quais a patologia é mais grave. Grande parte deste quadro deve-se ao pouco conhecimento que se tem sobre os mecanismos imunopatológicos envolvidos nas doenças, o que dificulta a compreensão das mesmas, a elaboração de novas estratégias terapêuticas e a detecção de possíveis alvos farmacológicos. Os mecanismos imunológicos de defesa contra o Sporothrix brasiliensis e F. pedrosoi não estão bem estabelecidos, porém a resposta imunológica do hospedeiro tem um papel determinante na evolução dessas doenças. Sabendo que as células do sistema imune inato como; macrófagos, neutrófilos e células dendríticas são importantes contra diversos patógenos, incluindo os fungos, propomos elucidar suas funções na cromoblastomicose e esporotricose. Por outro lado, surge também o interesse em mapear e sequenciar antígenos dos principais agentes etiológicos da cromoblastomicose e esporotricose; o F. pedrosoi e Sporotrix brasiliensis, pois a partir do conhecimento de antígenos reativos podemos dar início a estudos que alcancem até mesmo um tratamento imunológico para estas micoses. (AU).

 

[05] Melanoma e quimioresistência: modelos in vitro e in silico para explorar alvos terapêuticos

Resumo

O Melanoma é um câncer altamente invasivo e metastático, com altas taxas de mortalidade e quimiorresistência. Neste tipo de câncer, mutações em B-raf representam sessenta por cento dos casos, e os membros da via de MAPK estão superexpressos. Existem potentes terapias alvo-específicas, como inibidores de BRAF (vemurafenibe/dabrafenibe) e inibidores de MEK (trametinibe e cobimetinibe). Contudo, a resistência a esses inibidores leva o paciente rapidamente a óbito, após cerca de 7 meses de tratamento, principalmente devido ao elevado grau de heterogeneidade intra-tumoral fenotípica, genética e epigenética. A combinação de terapias alvo dirigidas e a imunoterapia tem beneficiado os pacientes, porém, a resistência continua sendo um grande desafio a ser superado. Este projeto temático tem como objetivo explorar a resistência e como modular a resposta tumoral levando as células à morte de forma seletiva. Para isso, exploraremos a complexidade do microambiente do processo de envelhecimento, bem como invasão do Melanoma, além de diferenças metabólicas durante sua progressão. Em estudos prévios de rastreamento in silico do nosso laboratório, utilizando as bases de dados TCGA e o repositório Gene Expression Omnibus (GEO), foram identificados os genes TOP1, ATP6V0B, ADK, PEMT e SIN3B como sendo diferencialmente expressos em Melanoma invasivo, quando comparado com nevus (lesão não maligna). Para a validação desses possíveis alvos terapêuticos, utilizaremos um amplo painel de Melanomas humanos, incluindo células oriundas de pacientes, em diferentes fases da progressão e com diversificadas mutações, bem como em linhagens estabelecidas de melanomas resistentes e sensíveis aos inibidores de BRAF e MEK. Estes estudos também resultarão em análise de moléculas relacionadas com o imune escape, como por exemplo a enzima indolamina 2, 3 dioxigenase (IDO), que através da sua ação sobre o metabolismo do triptofano leva a produção de metabólitos conhecidamente imunossupressores. Este projeto empregará técnicas de cultura de células em monocamada e modelos organotípicos que simulam a invasão na pele reconstruída contendo melanoma, visando também explorar amostras histológicas de pacientes provenientes de uma parceria com o Hospital de Câncer de Barretos. Aprofundaremos o estudo das vias moleculares associadas à expressão dos genes de escolha, bem como aquelas envolvidas na expressão de IDO, usando ferramentas de manipulação gênica (shRNA/CRiISPR CAS9), para avaliar o impacto da manipulação desses genes na proliferação, migração, invasão, angiogênese e indução de morte celular. Este estudo, bem como outros, já desenvolvidos no nosso laboratório, auxiliam na caracterização dos genes e processos que geram subpopulações de células tumorais resistentes, visando identificar alvos farmacologicamente tratáveis, os quais poderão ser utilizados em combinação para melhorar a resposta terapêutica no tratamento do Melanoma. (AU)

 

 

Última atualização em 16/12/2019 às 17h19